quinta-feira, 26 de julho de 2012
Não é preciso ser brilhante para ser sábio!
Esta frase é do escritor Barry Schwartz que tem uma série de vídeos interessantes no TED.
Este abaixo é de 2009 mas acho que é particularmente atual pois fala de bom senso algo escasso em nosso dia-a-dia de modo geral.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
Não gosta do seu trabalho? Mude! ( sem pedir as contas)
Em consonância com a matéria de Capa
da última Você S/A – “Adeus Trabalho Chato” traduzo este artigo do Blog da Harvard
Business Review
Artigo de Amy Gallo traduzido e
adaptado por Miguel Nisembaum
Às vezes você sabe que o trabalho não foi feito pra você. Talvez você
esteja na área errada, ou não goste do trabalho ou se sente rodeado por colegas
que não são confiáveis ou tem um chefe incompetente. E a maioria das pessoas
irão dar o seguinte conselho procure algo melhor. Mas pode ser que isso não
seja possível no momento. Existem uma série de razões que podem impedir você de
deixar seu trabalho: problemas na economia, compromissos familiares ou
oportunidades limitadas na sua área. Então o que fazer se você estiver preso no
trabalho errado.
As pessoas ficam altamente insatisfeitas quando seu trabalho não tem
significado ou propósito para eles, não dá muita oportunidade de aprendizado,
ou ainda os deixa esgotados física e psicologicamente ou final de um dia de
trabalho.
Seja lá qual for a razão de sua insatisfação, você não precisa viver com
ela ou desistir do trabalho. Na verdade mesmo que você encontre outro trabalho,
manter-se no mercado é sempre a melhor opção. Procurar ou mudar de trabalho não é uma questão
trivial. Geralmente é custoso para o momento da carreira para a renda, mesmo
que represente um benefício a médio/longo prazo. A boa notícia é que existe
normalmente mais espaço para alterar o trabalho do que se pensa.
Existem mais áreas de movimentação e mudança do que as organizações
pessoas tendem a reconhecer. Seguem algumas dicas de como extrair o máximo de
uma situação de trabalho não tão ideal.
Reconheça-se:
Estar ou não satisfeito com um trabalho muitas vezes está relacionado
com sua disposição. Algumas pessoas são naturalmente inclinadas a se sentirem
insatisfeitas, enquantos outros olham as coisas mais positivamente.
Antes que você declare o local inadequado de uma olhada em você. Vale a
pena perguntar-se se você é o tipo de pessoa que tende a estar insatisfeita. Compreender isso pode não fazer com que você
ame mais o seu trabalho, mas pode fazer com que você avalie bem na hora buscar
algo novo.
Encontre Significado:
Econtrar sentido/ significado naquilo que se faz
pode aumentar e muito sua satisfação com o trabalho.
Olhe suas responsabilidades com óculos diferentes. Por exemplo: Se seu
trabalho envolve servir outros em tarefas simples, tente lembrar que são apenas
parte do caminho para um objetivo maior e que você não as fará para sempre. Ou se
você trabalhar em um campo emocionalmente desgastante, como enfermagem ou
trabalho social, lembre-se que mesmo esgotado ao final do dia, você está
ajudando os outros. Isso faz com que você se conecte mais a seus colegas.
Busque oportunidades de mostrar compaixão e expressar gratidão. Conviva mais com os colegas que tem
afinidade. Conexões emocionais no trabalho levam a uma infinidade de efeitos
fisiológicos e psicológicos positivos.
Mude aquilo que você faz:
Se você ainda não pode mudar sua perspectiva, você pode alterar suas
responsabilidades. Sem necessariamente sair de departamento ou ser promovido.
Uma sugestão é fazer um exercício de redesenho do trabalho ajustando-o melhor a
suas motivações, pontos fortes e paixões. Alguns fazem mudanças radicais,
outros pequenas mudanças na forma de delegar ou como agendam seu dia. Enquanto
uma grande mudança pode exigir aprovação do seu superior uma menor não. Por
exemplo se o que você mais gosta de fazer é falar com clientes mas está
enterrado com papelada pra preencher, você pode decidir falar com os clientes
logo de manhã, isso te dará energia pra seguir em frente o resto do dia. Ou pode deixar para as últimas horas do dia
como uma recompensa.
Mude com quem você interage:
Se o que te deixa
insatisfeito são seus colegas e não o trabalho, você pode mudar isso também, as
pessoas podem mudar com quem interagem no dia a dia para aumentar sua
satisfação no ambiente de trabalho. Concentre-se em cultivar relacionamentos
que te deem energia ao invés de tirar energia. Procure pessoas que possam te
ajudar com que você faça seu trabalho melhor.
Resista a tentação de reclamar:
Quando você está em um trabalho que considera “inadequado”, é tentador
reclamar aos outros, mas não é aconselhável. Reclamar do seu trabalho é
problema na certa, você nunca sabe que impacto isso terá na organização, fora o
potencial de fazer com que os outro desanimem. Se você está insatisfeito
concentre-se naquilo que pode mudar, não resmungue sobre aquilo que não pode.
Esteja aberto a
alternativas:
As melhorias podem até
fazer com a situação no seu trabalho seja tolerável, mas você deve estar sempre
aberto ao que virá a seguir. Você pode melhorar seu trabalho atual mas fique
sempre de olho em novas oportunidades. Mantenha seu CV e perfil do LinkedIn
atualizado, e procure manter contato com pessoas na area em que você quer
estar.
Algumas dicas sobre o que fazer e o que evitar:
Faça:
·
Conexões com quem você gosta ou admira no trabalho
·
Entenda o que você gosta e não
gosta de forma a otimizar seu tempo
fazendo tarefas que não quer.
·
Mantenha-se aberto —pode ser que você não consiga deixar o trabalho
agora, mas as circunstâncias mudam.
Evite:
·
Pensar que o trabalho é um problema — você pode tender a ficar mais insatisfeito.
·
Pensar que está preso — existe mais espaço para mudança do que você
imagina
·
Reclamar constantemente sobre o seu trabalho e comprometer mais ainda o
clima.
Veja também:
Artigo Relacionado - Sucesso Sustentável do Desejo a Realidade.
Conheça nosso trabalho com Redesenho do Trabalho
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Pare de Tentar Motivar seus Colaboradores!
Artigo adaptado
e traduzido por Miguel Nisembaum
por JEREMY MCCARTHY
A
Maioria dos gestores pensa que motivar os seus colaboradores é uma das partes
mais importantes do seu trabalho.
É uma crença comum a todos que motivar os colaboradores é essencial em qualquer
posição de supervisão.
Esta
teoria de gestão não condiz com a realidade.
Na
maioria dos trabalhos que iniciamos estamos motivados a nos sair bem, mesmo
antes de ler qualquer material de integração.
Meu
gerente pouco teve a ver com minha motivação.
E penso que a maioria de nós quer ser bem sucedido e passar nossas
horas fazendo um bom trabalho em busca de um significado.
Ao
invés de pensar em como motivar os colaboradores, os gestores deveriam estar
cientes que as pessoas já estão motivadas nos primeiros dias e que devem pensar em fazer os ajustes para reduzir os aspectos que os desmotivam ao longo
do tempo.
Por
que tantas organizações contratam colaboradores engajados e gradualmente os
transformam em zumbis apáticos no primeiro ano de trabalho?
Este
conceito de motivação está alinhado com a teoria conhecida pela psicologia como
“autodeterminação” baseada no trabalho de Edward Deci e Richard Ryan. Esta
teoria propõe que o ser humano é inerentemente motivado. Temos tendência
natural a aprender e crescer, dominar nosso ambiente e integrar novas
experiências a aquilo que somos.
Essa
tendência natural é uma parte saudável do comportamento humano, mas pode ser
frustrada se certas necessidades psicológicas não são encontradas.
A
teoria diz que 3 aspectos alimentam o funcionamento saudável do ser humano e
sua motivação: autonomia, competência e sentir-se parte de algo maior. Se as
condições não permitem que estas necessidades sejam preenchidas, a motivação
intrínseca morre, mais ou menos do mesmo modo que as plantas que nos esquecemos
de regar.
Como
organizações podem estar seguras que estas necessidades são preenchidas fazendo
com que as manifestações naturais de motivação apareçam? A melhor forma de
responder esta questão é através de exemplos de organizações bem sucedidas em
que as necessidades básicas de autonomia, competência e sentir-se parte são
preenchidas.
Autonomia:
O loja
online de roupas, sapatos e acessórios Zappos
é conhecida por criar uma cultura de liberdade de expressão. Um dos seus
valores é contratar pessoas que sejam “
divertidas e um pouco estranhas” e assim enfatizam a importância da
individualidade.
Os
colaboradores da Best Buy trabalham em um regime que eles chamam de ROWE –
Results Only Environment- ninguém se importa em quando ou como eles trabalham,
somente o que eles conseguem realizar.
Recentemente
a NetFlix anunciou que permitia que seus colaboradores tirassem férias quando e
na frequência que quiserem, desde que entreguem os resultados deles esperados,
adotando uma estratégia que a IBM tomou alguns anos antes.
O Google
introduziu o conceito de “20% time”
permitindo que seus funcionários utilizassem 1/5 do seu tempo concentrados nos
projetos que quisessem trabalhar ( mesmo que fosse algo além da sua descrição
de cargo).
A
companhia de software Valve diz que 100% do tempo os seus colaboradores podem
trabalhar no que quiserem e com quem quiserem, num modelo inovador de completa
autonomia. Até as estações de trabalho
tem rodas assim as pessoas podem sentar perto de quem quiserem.
Competência:
A marca de roupas esportivas Lululemon tem uma
cultura embasada em atingir metas. Os colaboradores tem treinamento e processos
de coaching em como atingir suas metas ( tanto as pessoais sem relação alguma com a empresa como aquelas
que estão diretamente relacionadas com o ambiente de trabalho).
A Zappos
mudou seu critério de hierarquia quebrando a trajetória de carreira em passos
menores. Sabiam que seus colaboradores seriam mais felizes com promoções a cada
seis meses ao invés de esperar grandes promoções a cada 2 anos. É natural o ser
humano querer sentir que esta progredindo.
Sentir-se parte:
Recentemente estando em uma Apple Store vi que todos
os funcionários aplaudiam a transferência de um de seus colegas para uma loja
nova. Honestamente não sei até onde isto é uma política da empresa , cultura da
companhia ou algo em particular com aquele colaborador, mas certamente esta
pessoa se sentiu parte da empresa quando os seus colegas fizeram uma fila para
abraçá-la e parabenizá-la pelo seu novo papel.
Estes
exemplos apresentam companhias que de forma consciente ou não estão aplicando
os princípios da teoria da Autodeterminação, permitindo que a motivação interna
de seus colaboradores brilhe. Cada uma destas empresas são altamente
bem-sucedidas e admiradas pelos seus consumidores e colaboradores.
por Jeremy McCarthy do blog The Psychology of Well-being
domingo, 27 de maio de 2012
A última entrevista de Peter Drucker:
Peter Drucker morreu no dia 11 de novembro de 2005, aos 95
anos.
Em outubro de 2004 fez uma exceção à revista Forbes e
concedeu uma entrevista que passará para a história da administração como um
dos mais lúcidos comentários sobre liderança.
Reproduzo a seguir alguns trechos da entrevista, nas
palavras do guru:Líderes perguntam o que, de fato, deve ser feito.
Líderes bem-sucedidos
não perguntam “o que quero fazer?”
"Eles perguntam: “o que precisa ser feito?” E então
perguntam: “de todas as coisas que realmente fazem a diferença, o que,
concretamente, eu sou capaz de fazer?”
Não se metem a fazer coisas que não sabem ou nas quais não
são bons.
Certificam-se das necessidades e das coisas a serem feitas,
mas não por eles. Nunca tente ser um perito se você não é.
Reforce seus pontos
fortes e encontre alguém competente para fazer as outras coisas que forem
necessárias.
As armadilhas da popularidade. Os líderes têm foco no
resultado. Sabem estabelecer uma missão.
E uma outra coisa, eles sabem dizer “não” e manter esse
“não”, apesar das pressões. Em consequência, não se sufocam de tarefas.
Muitos líderes tentam fazer 25 coisas diferentes e acabam
sem fazer nada direito. Esses são muito populares, porque dizem sempre “sim”.
Aprenda a abandonar. Uma pergunta crítica para líderes é
“quando parar de investir em coisas que não estão dando certo?”
As armadilhas mais perigosas para um líder são os
“quase-sucessos”, aquelas coisas que todos dizem que, se você der mais um
empurrãozinho, conseguirá o sucesso.
Você tenta uma vez, tenta duas, tenta uma terceira vez e não
dá certo. Aí é a hora de abandonar o projeto, pois está claro que será difícil
demais atingir o objetivo. Não finja ser o que você não é.
Se você chegou até
aqui é porque tem um estilo próprio de ser. É com seu estilo que você tem que
conseguir que as coisas sejam feitas. Não se meta no que você não acredita e
não queira fazer o que você não entende ou não seja competente.
Líderes eficazes mesclam as necessidades objetivas de sua
companhia com as competências subjetivas à sua disposição. Por isso é que eles
conseguem fazer rapidamente um número muito grande de coisas bem feitas.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
A importância de implantar um processo contínuo de identificação e gestão de Potenciais.
por Miguel Nisembaum
Hoje me deparei com uma notícia assustadora,
64,2%* das organizações não têm programas sistemáticos para identificar
líderes.
Ainda
assim é comum ouvirmos que existe uma preocupação grande com planos de sucessão
e retenção de talentos.
A busca por cargos melhores e mais elevados tem
estimulado os jovens profissionais a permanecerem no mesmo emprego por até dois
anos 78%** dos entrevistados em uma pesquisa recente pretendem trocar de
empresas se não forem promovidos no período citado.
Não podemos definitivamente só culpar questões
relacionadas à geração ou falta de comprometimento, ou até falta de mão de obra
qualificada.
Essas questões existem e de fato não temos muito
controle sobre elas acontecendo fora da organização.
Porem muito pode ser feito dentro da organização
para reduzir o impacto delas e ganhar com engajamento dos colaboradores e
consequentemente em produtividade e inovação.
1- Conheça o potencial e interesses de seus
colaboradores:
Existe um ponto crucial que é fazer com que os
gestores tenham metodologia para conhecer o potencial e interesses dos
colaboradores e criar espaço para que estes manifestem seu potencial
plenamente.
2- Estabeleça expectativas claras:
Deixe claro o que se espera dos colaboradores e equipe não só do
ponto de vista tarefas e processos, mas também de que desafios a empresa e cada
setor precisam responder.
Procure estimular a abertura para que os colaboradores digam quais
são as suas expectativas em relação ao melhor aproveitamento do seu potencial e
crescimento na organização.
3- Estabeleça Planos de Desenvolvimento
Individual:
Leve em consideração os interesses,
potenciais e expectativas levantados nas etapas anteriores.
Defina que conhecimentos, habilidades e
experiências podem alavancar o potencial do colaborador.
Você pode incluir uma série de ferramentas
desde cursos presenciais e e-learning, mentoring,
ou até estabelecer um redesenho do trabalho
do individuo.
4- Promova com base nos pontos fortes e
capacidade de adaptação a novas situações:
Quando falamos de assumir novos desafios ou
mudanças muitas vezes não temos os conhecimentos, habilidades ou experiências
necessárias para assumir os novos desafios ou precisamos adquirir ao longo do
processo, porem quando falamos de capacidades naturais ou Talentos estes são os
principais drivers que indicam se o indivíduo esta pronto para mudança.
Ou seja, deveríamos considerar todos os
elementos acima somados aos indicadores de desempenho do candidato.
Conclusão:
Estabelecer um processo contínuo de
identificação e gestão do potencial dos colaboradores contribui para que a
organização tenha maior prontidão em responder desafios atuais e preparar-se
para aqueles que virão.
* Pesquisa realizada pela Robert Half
** Pesquisa realizada pela Page Personnel.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Por que as empresas precisam da Psicologia Positiva?
Artigo de Orin Davis do Site Positive Psychology News
traduzido e adaptado por Miguel Nisembaum
Para que uma empresa seja bem sucedida , os colaboradores precisam ser
criativos, proativos e estimulados a fazer um bom trabalho.
Funcionários precisam ser eficazes em suas colaborações, e eficientes na
produção, e se sentirem valorizados pela companhia como contribuidores dos
resultados finais.
É mais provável que muitos que leem a descrição acima desejem que isso fosse
verdade em suas organizações.
Existem muitas formas em que a psicologia positiva pode ser aplicada
para se chegar a esse cenário. Aqui vão alguns pontos a serem considerados.
§ Excelência no trabalho: Promover um trabalho de qualidade, socialmente
responsável, e que traga significado a quem o faz.
§ Seleção de Pessoas: Escolher e alocar as pessoas de
modo a aproveitar seus pontos fortes nas posições corretas.
§ Estimular o engajamento: Promover experiências positivas, autoeficácia,
e adequação as atividades que realiza.
§ Mentoring: Cultivar os talentos dos seus
colaboradores.
§ Peformance da Equipe : Estimular o trabalho em equipe, ao
invés de uma associação de indivíduos.
§ Criatividade e inovação: Encontrar formas de produzir com
mais criatividade.
Com as
demandas crescentes no ambiente de trabalho e mais necessidade de trabalho
baseado em conhecimento, inovação e criatividade, as organizações precisam
encontrar formas que permitam seus colaboradores serem e fazerem o seu melhor.
Pelo fato da Psicologia Positiva concentrar-se em fazer com as pessoas
prosperem, é uma abordagem relevante que contribui para o sucesso sustentável da
organização e dos indivíduos.
A psicologia
positiva pode mostrar aos gestores como identificar e potencializar os pontos
fortes de seus colaboradores. Também pode guiar políticas da empresa e permitir
com o que os colaboradores possam dar suas melhores contribuições.
Por isso é
uma abordagem que pode representar um salto quântico em produtividade e promover
não só o bem-estar dos indivíduos como criar espaço para inovação e
criatividade.
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